terça-feira, 16 de agosto de 2011

METAMOFOSE

"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose."
( R. Alves )

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PERDÃO





Pedir desculpas alivia o peso que nós mesmos nos impusemos, perdoar alivia o peso que o outro quis nos impor .
( Van )


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS SONHADORES‏

Adotada e proclamada pela resolução 171


da Assembléia Geral das Emoções Unidas em 24 de Maio de 2.010.

Preâmbulo
 
Considerando que estamos mais “perdidos do que cego em tiroteito”. Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos dos sonhadores resultaram em atos de pura isolação que ultrajaram a consciência desses coitados. Considerando que precisamos uns dos outros para o que não temos capacidade de gerar.


A Assembléia Geral dos Decepcionados proclama:

A presente Declaração Universal dos Diretos dos Sonhadores, com o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações do planeta com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce a entrar nessa brincadeira de Faz-de-conta, para o que nomeio a Serena-Cris para dar a ela a finalidade principal, qual seja: “Faz de conta que o céu tá bonito, que a saudade é pequena e que a fé é muita. Faz de conta que a dor foi-se embora. Faz de conta que ama e que é amada. Faz de conta que nada mais sangra, que o sonho não acabou e que o riso é constante. Faz de conta que num piscar de olho a gente constrói o que a gente quiser. Faz de conta que o amor é tanto que corre das veias e chega a sobrar. Faz de conta que a inocência ainda existe e tá pertinho da gente. Faz de conta que as pessoas que a gente gosta apareçam em sonho. Faz de conta que o fio da vida é longo e que nele cabe a eternidade. Faz de conta que as cantigas ocupam o lugar do choro. Faz de conta que a gente consegue desatar os nós de marinheiro que a vida dá. Faz de conta que não é preciso inventar."

Em defesa dos Direitos de nós, Sonhadores, todos estão convidados a participar do movimento dos Sem-Céu. Estamos acampados num barraco na boca da lua.
ARTIGO 1º - É proibido não ter esperanças. Só porque é Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro.
ARTIGO 2° - É proibido não fazer acampamento no jardim às segundas e terças com a barraca do seu irmão emprestada. E a pantufa dos Incríveis também.
ARTIGO 3º - Ninguém será mantido em solidão e os tráficos de tristeza serão proibidos em todas as suas formas.
ARTIGO 4º - Ninguém será submetido a amores não correspondidos, indiferenças, nem a castigo cruel por causa de saudade.
ARTIGO 5° - Todo Sonhador, principalmente os poetas, tem o direito de ser reconhecido pelos seus gestos de carinho, recebendo pelos menos dois telefonemas por dia, e uma mensagem à noite.
ARTIGO 6º - Nenhum sonhador será preso, detido ou exilado por viver no mundo-da-lua.
ARTIGO 7º - Todo sonhador tem direito de decidir quem gosta ou não dele, nada de escutar o que os outros dizem.
ARTIGO 8º - Todo sonhador tem direito a pelo menos um (a) monstro (a) de chocolate, que tenha fome de olhar ou um (a) monstro (a) de groselha que tenha fome de beijar, aí você escolhe o monstro da sua preferência, ou um ou outro viu gente.
ARTIGO 9º - Todo sonhador é inocente, até que realidade lhe prove o contrário, o que não vai adiantar, porque ninguém aqui é bobo.
ARTIGO 10º - Nenhum sonhador casado, enrolado, encrencado, separado e principalmente solteiro, pode ser criticado pela sua mãe, pelo seu pai, pelos tios, primos ou parentes distantes, desavisados, ou até mesmo por quem não tenha nada a ver com isso.
ARTIGO 11º - Todo sonhador tem direito a uma nave espacial ou um disco-voador dentro das fronteiras e limites de cada céu que decidir pousar.
ARTIGO 12º - Todo sonhador tem direito a contrair matrimônio e fundar uma família. Casamento não, né gente? Tá, então vou reformular: Todo sonhador tem direito de ficar com quem ele quiser, independente de compromisso.
ARTIGO 13º - Todo sonhador tem direito a comer tudo que tiver vontade, sem precisar se preocupar, podendo ainda, falar sozinho, cantar no chuveiro e andar descalço na chuva, sem ficar gripado.
ARTIGO 14º - Todo sonhador tem direito a um lugar tranqüilo, para dizer o que pensa e o que sente, bem como saber o que o outro está pensando e sentindo, em público ou em particular, isso inclui broncas.
ARTIGO 15º - Todo sonhador tem direito a um detector de balelas, apto a transmitir informações e idéias quando alguém estiver te enrolando.
ARTIGO 16º - Todo sonhador tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas, para discutir a vida, até alheia se for o caso, com direito a cerveja, vinho tinto, whisky e vodka se precisar.
ARTIGO 17º - Ninguém está obrigado a fazer parte dessa associação, mas quem fizer, na qualidade de membro da sociedade, terá seus direitos emocionais assegurados pelo Sindicato dos Corações Partidos.
ARTIGO 18º Esta vontade será expressa em posts periódicos, com expressa opinião do povo, para que nos ajudem a descobrir o que vai ser melhor para a nossa vida, até porque, tem coisa que a gente não consegue decidir sozinho.
ARTIGO 19º - Todo sonhador está obrigado a dar um beijo na testa dos seus avós, dos seus pais, dos seus irmãos, dos seus filhos, dos seus amigos e de quem mais quem precisar.
ARTIGO 20º - Todo sonhador está obrigado a correr atrás de seus sonhos, principalmente os perdidos.
ARTIGO 21º Sonhar junto e sem limites será a base da autoridade, porque nosso estado emocional é completamente dependente.
ARTIGO 22º - VOCÊ TEM QUE ACREDITAR: PORQUE SE VOCÊ ACREDITA, É TUDO VERDADE.


Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Emoções Unidas.












sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Scrapshow

"pegação"...

Definitivamente prá mim não dá ! Acho que não sou moderna nessas coisas de sentimento.
É claro que nem tudo precisa ser romance, mas pelamordedeus, não quero ser “peguete” de ninguém. Esse negócio de qual é o seu nome, você me beija, a gente se aperta, e depois já era, ou de quem chegar primeiro, leva, não mesmo. Meu coração não quer.
Tenho a alma esfomeada. Gosto de laços afetivos, de dias seguintes, daquela intimidade conquistada com o tempo.
Acho bonito quem tem vontade de amar. Porque não é nada fácil, eu sei...
E, tem coisa melhor do que uma pegação com desejo do corpo e também dos outros sentidos ? Com troca de olhares e aquelas palavras só nossas ?
Se não for assim, tudo bem, fico com a minha solidãozinha...

Prefiro ser fora de moda !
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DAS VEZES....


Deixei poucas pessoas conhecerem a mulher que me habita. Essa de verdade, cheia de imperfeições e desordens íntimas, mas que carrega mais ternura do que se pode imaginar. Eu e meus olhos atrevidos, minha fome de amor, e essa fragilidade engraçada de quem quer ser a protagonista de um sonho bom.
Não que eu quisesse um compromisso com a eternidade, mas poucos souberam do meu corpo, das minhas marcas, das manhãs de preguiça e do rosto sem maquiagem. É que preciso acreditar para me mostrar. Porque se mostro meus medos, minhas incoerências e fraquezas, e só o que consigo é uma rasteira, fico tão desabitada.

Sou uma cidade vazia.
Acho que é por isso que por muito, muito pouco, fecho a porta e volto para a minha vida.

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DO QUE JÁ ME PERTENCEU...


Ando encerrando alguns ciclos.
Parece simples, mas para mim ainda é um pouco assustador.
Meu coração fica miúdo, como se, encerrando uma felicidade que já me pertenceu, eu estivesse subtraindo de mim alegrias raras.
É como se encerrasse também, de alguma forma, um pedaço meu.
E sinto-me (quase) subtraída.
Acho que é só essa minha imensa vontade de fazer eterno.
De fazer durar qualquer alegria.
Então é preciso coragem.
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Dos impasses - ou aquilo que se fala e não se faz.


Andei acreditando da possibilidade de me surpreender. Fiquei esperando, me olhei no espelho, fui dormir com a esperança de acordar outra, de olhar pra mim e ver, finalmente, só a mim mesma. Repeti isso por cento e oitenta e quatro vezes. Em vão. E até quando eu vi mais que dois – o que podia, enfim, ser festa – as outras imagens perdiam o foco. Outras vezes se desfizeram mesmo sem que houvesse o meu desejo.



Já provaram que tudo é transitório, tudo tem um ‘até quando’. De outro lado também provam que há exceção para toda regra, o que faz com que para mim, o amanhã não seja de um todo incógnita. Tudo pode ser novo, tudo pode ser diferente, mas há algo que, intransigentemente se fez imutável, é a certeza prática, assim como eu sei que, estando viva, irei respirar.


O que não está mais aqui é o que se faz mais vivo. Até parece que vida, vida mesmo, é aquela que já se foi, que ficou pra trás. Seria algo como construir hoje o que só será vida mais adiante, agravado pelo fato de que a vida vivida hoje é a constante memória dos “tantos ontens” acontecidos. Isso desorganiza minha linha do tempo. Minha cronologia passa a ser impossível de se desenhar de tantas setas de retrocesso que eu insisto em entortá-las a ponto de apontá-las para o futuro. Quem, em sã consciência, ousará contar a minha história?


Falar de eternidade não me sacia. O “pra sempre” sempre adiado, sempre à espera é cansativo, desgastante e não evita as rugas. Pode até estar longe, mas a distância é suplantável. Mas é preciso um horizonte como parâmetro. É amanhã? Daqui a alguns dias? Ano que vem? Futuro entregue ao Deus-dará requer forças de uma juventude que eu não tenho desde que era quase criança. Nunca me importei em estar numa fila de espera onde eu sei que chegará a minha vez. Sempre chegava.
A pergunta não é mais o que virá depois do sono, porque quase nunca durmo. Pode ser antes ou durante. Com ou sem luz. Vários medos se foram com a invernada. Inclusive a escuridão que toma conta do dia.


Mas é quase tudo falácia. Rendo-me à insanidade, à insistência, ao bater-de-pé do meu pensamento. Nem questiono o quão satânico ou angelical isso pode ser. Nunca descobri onde estão as rédeas que o prendem e se elas verdadeiramente existem, agora as ignoro. Minha vontade ganha melodia de mantra e cria uma esfera impenetrável ao meu redor, garantindo o sonho independente do sono.
Não vigio mais minhas palavras. Não as escondo de mim, nem de quem as precisa ouvir. E eu as ouço mais uma vez. Faço-as ouvir mais uma vez. E elas vão ganhando status: de som, de texto, de fotografia, de pedra. É o meu relicário do que não passou porque eu sei que o é. Naquele vai-e-vem do tempo, só uma coisa é certa: o presente. Esse estado indecente do ser-não-sendo. E que eu insisto apostando, querendo ganhar.


Entendo as boas-vontades que emanam de todos os lados. Mas não gosto que me peçam sanidade, mudança de atitude, força, equilíbrio ou determinação. Não quero que me cobrem uma hora exata para que tudo se transforme, para que tudo mude de direção. Não que eu não possa, mas porque quero provar o contrário. Que aquilo que todos chamam de profundidade ainda é, pra mim, epidérmico. E assim eu rasgo todos os tratados, as teorias da duração e as receitas de auto-ajuda. Ninguém me ouviu pedindo ajuda. Até os conselhos, vá lá, por boa educação, por considerar uma palavra aqui outra ali, as quais eu remendo, sem culpa, na ordem que melhor convir. E se há arrogância nisso, perdão, não há pretensão.
Aceito a potência do que sinto. A alta voltagem. Vez por outra saio do lugar, mudo de posição, mas não de intenção. Quem deveria ser poupado dos meus excessos, da sordidez dos meus desejos, das personagens anônimas que me habitam?


Egoísmo puro, verdadeiro e doce. Sem lágrimas represadas. Sem espera indolor. Sem calma. Sem máscaras. Sem tentativas de uma realidade forjada, de uma felicidade desenhada com papel carbono, que não é minha. É minha loucura lícita. E eu não conheço nada mais lúcido.







quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"A sociedade não está preparada para ver um beijo gay, mas está preparada para ver um gay morrer a pontapés em horário nobre. Parabéns, Globo!"


Esta frase é do Prof. Kleber Moreira, casado, dois filhos, Professor de Percussão da EMUFRN, que ao ver cenas de agressão seguida de morte em novela de uma emissora poderosa do nosso país, manifesta sua opinião.
Quem disser que o Brasil é um país onde não há preconceito é 'hipócrita'.

Nordestinos, idosos, pobres, negros, ou brancos demais, gordos, magros, baixos, altos, parentes de delinqüentes, seguidores de diversas religiões, torcedores de times, jovens, mulheres, crianças, portadores de alguma deficiência - mental ou física..., são alvos inclusive de Bullying, que também deve ser combatido e ter punição.

Ahhh... A lista é grande!
E os homossexuais, após algumas conquistas obtidas judicialmente e legais - o que não precisava, se fossemos uma sociedade que respeitasse nossa Constituição e o 'direito humano' do próximo - estão tendo mais liberdade e direitos civis.
A mídia - telejornais, novelas, programas de auditório - tem dado muita atenção aos movimentos LGBT por dar audiência pela curiosidade dos que assistem, e só.
Não há um trabalho de educação e orientação correta.
Mesmo porque há muitos casos que requer atenção, como:
quem tem parentes homossexuais, mas discriminam os de fora ou o inverso, aceitam os de fora, mas discriminam os de casa;
quem também é homossexual que não se comporta decentemente, se dando ao respeito e respeitando também o direito do outro.
Mesmo que para a natureza material não seja natural o relacionamento homoafetivo, o que deve prevalecer é o 'sentimento' que é comum a todos os habitantes do universo...
A violência e demais sentimentos negativos não contribuem.
Que procuremos nos esclarecer mais sobre o assunto e assim ajudar a 'combater' esses fatos, por um mundo melhor.
Postado pelo Blog: Mipibu Atenta